Araraquara tem gato com esporotricose; tutora está com sintomas da doença
28/04/2026
(Foto: Reprodução) Gato foi diagnosticado com esporotricose em Araraquara–
Crédito: Divulgação
A Prefeitura de Araraquara (SP) confirmou o caso de um gato infectado por esporotricose, micose causada por um fungo podendo ser transmitida para outros felinos e para os seres humanos, no bairro Valle Verde.
A tutora do animal apresentou sintomas que podem indicar infecção pela doença e foi encaminhada para a realização de exames e tratamento.
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De acordo com a administração municipal, o gato infectado está em tratamento. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde do animal.
Equipes da Secretaria Municipal da Saúde e do Centro de Controle de Zoonoses e Sinantrópicos atuaram, na última semana, na busca ativa por mais gatos e pessoas com possíveis sintomas, além de orientar moradores de bairros próximos.
Os profissionais das unidades de saúde também receberam informações a respeito do manejo de pacientes com suspeita da doença.
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"Ele é positivo no gato e aí fizemos toda uma busca ativa para verificar se detectávamos mais algum gato suspeito ao redor e nós acabamos achando mais dois gatos suspeitos e acabamos achando uma pessoa também, que era a que estava tratando do animal positivo", disse a agente de Combate e Endemias do Centro de Controle de Zoonoses e Sinantrópicos, Natália Caroline de Oliveira.
De acordo com a agente, a tutora apresentava sintomas de infecções de pele e feridas. "Ela também está com suspeita de esporos, levamos ela até a Unidade de Atenção Básica e lá ela foi tratada, está sendo medicada já como um esporos positivo", afirmou.
Esporotricose
A esporotricose é um tipo de micose causada por um fungo presente na natureza, no solo, nos vegetais e na madeira. Os gatos são a principal fonte de infecção urbana, podendo transmitir para outros gatos e para os seres humanos por meio de arranhões, mordidas e secreção nasal. Eles também podem desenvolver a forma mais grave da doença.
Os sintomas mais comuns nos animais são feridas na pele que não cicatrizam, nódulos e úlceras na face, orelhas e patas, espirros e apatia. Nos seres humanos, a esporotricose se caracteriza por lesões na pele, nódulos e úlceras, normalmente nas mãos e nos braços.
Para evitar o contágio, a principal medida de prevenção é evitar que o gato tenha acesso à rua.
Esporotricose causa feridas que não cicatrizam (imagem ilustrativa)
Divulgação
A médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses e Sinantrópicos de Araraquara, Jeniffer Martins Mello, explicou que a esporotricose tem tratamento, mas que o diagnóstico precoce faz toda a diferença para evitar o agravamento e transmissão.
"Ao perceber feridas que não cicatrizam, principalmente em gatos com acesso à rua, é fundamental procurar atendimento veterinário rapidamente e evitar contato direto com as lesões sem proteção", disse Jeniffer.
Caso o diagnóstico seja confirmado, é necessário isolar o animal. Em caso de morte, o tutor deve entrar em contato com o Zoonoses para que sejam feitos o descarte e procedimentos corretos, evitando a contaminação do solo, de outras pessoas e animais.
Os telefones do Centro de Controle de Zoonoses para atendimento da população são: (16) 3331-3820 ou (16) 99993-8740.
A Secretaria da Saúde reforçou que, assim como nos animais, as pessoas que perceberem feridas na pele que não cicatrizam também devem procurar atendimento na Unidade Básica de Saúde mais próxima.
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