'Minha dor foi a alegria de outras famílias': mãe fala da decisão de doar órgãos da filha de 25 anos

  • 29/06/2026
(Foto: Reprodução)
Mãe fala sobre decisão de doar órgãos da filha que morreu de meningite em São Carlos A dor da perda transformada em esperança para quem aguarda uma nova chance. Após o diagnóstico de morte cerebral da jovem Juliana Reijane Neo, de 25 anos, a família decidiu autorizar a doação de seus órgãos na Santa Casa de São Carlos (SP), em 1º de maio. O ato de solidariedade permitiu que coração, fígado, pâncreas, rins e vasos sanguíneos transformassem a vida de cinco pessoas. "A minha dor, naquele momento de ver ali a perda da minha filha, foi a alegria de outras famílias de receber os órgãos da minha filha e poder dar continuidade à sua vida, seu cotidiano", afirmou a mãe. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram RELEMBRE: Morte de psicóloga de 25 anos por meningite gera comoção; coração e outros órgãos são doados Decisão de autorizar a doação Juliana Reijane Neo, de 25 anos, morreu vítima de meningite bacteriana em São Carlos (SP) Arquivo pessoal Juliana faleceu após passar 15 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o tratamento de uma meningite bacteriana. Com a morte cerebral confirmada, os pais, o irmão e os amigos entenderam que a doação era o caminho correto a seguir. "Foi uma decisão nossa. Minha, do meu esposo, do pai dela, do irmão, dos amigos. Porque eu acho que era o que ela queria", lembrou a mãe da jovem. Os órgãos captados foram destinados a pacientes que aguardavam por transplante nas cidades de Barretos, Ribeirão Preto e São Paulo. Mais notícias da região: TRISTEZA: Adolescente de 15 anos morre 1 dia após ser atendido e liberado de UPA LUTO: Prefeito Irineu Norival Maretto morre aos 70 anos OUSADIA: Entregador leva mercadorias para a Guarda Civil com caminhonete furtada e é preso Alta nas autorizações no estado O caso de Juliana reflete um cenário de crescimento na solidariedade em todo o estado de São Paulo, onde, até abril deste ano, 28.910 pessoas aguardavam na fila por um transplante. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, o número de autorizações familiares tem aumentado nos primeiros meses do ano. De janeiro a abril de 2025, foram registradas 323 autorizações, número que subiu para 345 no mesmo período deste ano. Em 2024, no mesmo intervalo, foram 317. Na Santa Casa de São Carlos, foram contabilizadas 11 captações de órgãos ao longo do ano passado, enquanto este ano, até o momento, foram registradas 3 captações. Santa Casa de São Carlos (SP) teve 11 captações de órgãos ao longo de 2025 Reprodução/EPTV A partir do momento em que a família aceita a doação, a equipe hospitalar comunica a central de Ribeirão Preto, que inicia os trâmites de compatibilidade e tipagem sanguínea para realizar a oferta dos órgãos. Profissionais destacam que as negativas familiares têm sido poucas graças aos esforços de conscientização na mídia, internet e TV. Importância de avisar a família Para que a doação aconteça, a legislação atual determina que a palavra final é dos familiares. Por isso, o diálogo em vida é considerado o passo mais importante do processo. Especialistas reforçam que não é necessário deixar nenhum documento por escrito, bastando apenas que o desejo de ser doador seja manifestado claramente para os parentes. Veja reportagem do EPTV2: Quase 30 mil pessoas aguardam por um transplante de órgão no Estado de SP VÍDEOS DA EPTV: Quer receber as nossas notícias no celular? Siga nosso canal no WhatsApp!

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2026/06/29/minha-dor-foi-a-alegria-de-outras-familias-mae-fala-da-decisao-de-doar-orgaos-da-filha-de-25-anos.ghtml


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