Redação do Enem e da Unesp: veja dicas de professores para conseguir uma boa nota
29/09/2026
(Foto: Reprodução) Da folha em branco à nota alta: veja estratégias para uma boa redação do Enem e da Unesp
A folha em branco, a descoberta do tema e a dúvida sobre o que e como escrever costumam assustar os candidatos na hora da redação.
Para ajudar os vestibulandos, o g1 conversou com professores que deram dicas para produzir bons textos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
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📚 Esta reportagem compõe o projeto Vestibulou, uma iniciativa do g1 São Carlos e Araraquara para divulgar informações relacionadas aos principais vestibulares e ajudar na preparação dos estudantes.
A professora de redação do Cursinho Popular Herbert de Souza, Jennifer Patrocínio Santos, contou que muitos alunos se sentem inseguros e que acham que não escrevem bem. "Eles esquecem que são falantes da língua portuguesa, que escrevem textos e que já passaram por uma trajetória escolar. Agora, com o Enem e a Unesp, o que vai mudar é o olhar que eles precisam ter."
Segundo ela, os estudantes devem manter a calma e lembrar que eles já viveram a experiência da redação anteriormente, seja em debate, simulados, em uma conversa com amigos, na qual tiveram que argumentar em prol de alguma situação.
"É importante que eles valorizem e reconheçam essa trajetória e esse repertório que eles já carregam. Isso é 100% válido e vai ajudar muito", disse Jennifer.
⏱️ Planejamento antes da escrita
Como fazer uma redação incrível no vestibular
Pixabay/Divulgação
Nas provas de redação do Enem e da Unesp, sair escrevendo não é a melhor estratégia. A ansiedade e a preocupação com o tempo podem levar o candidato a começar o texto logo de cara, sem antes passar por etapas fundamentais para a construção de uma narrativa argumentativa.
A professora de língua portuguesa da Oficina do Estudante, Mariana Pinezi, afirmou que o aluno precisa ter planejamento e que o momento de escrever é feito de algumas etapas: leitura, rascunho e passar a limpo.
"Durante a leitura da coletânea, ele já precisa encontrar os problemas estruturais, especialmente no Enem. No rascunho, é preciso existir um projeto de texto muito claro, que dialogue com todas as partes da narrativa: introdução com tese, argumentos e proposta de intervenção, no caso do Enem", disse Mariana.
Por fim, na hora da versão final, a professora explicou a importância do estudante não deixar erros de acentuação, vírgula e repetições de palavras. "Esses pequenos desvios podem afetar significativamente a nota".
✅ O que fazer na hora da redação
Ler atentamente a proposta e coletânea para entender o que o Enem ou a Unesp querem de você;
Fazer o planejamento do texto, elaborar a tese e entender quais argumentos fazem sentido e conversam, de fato, com o tema;
Alternar a produção da redação com as outras questões da prova. Esse processo pode ajudar no gerenciamento do tempo e no encontro de repertório e referências dentro da prova.
❌ O que não fazer na hora da redação
Escrever a redação antes de ler atentamente a proposta e coletânea;
Pular a etapa do projeto de texto - algo fundamental para organizar as ideias;
Usar frases de efeito, genéricas e de senso comum;
Usar o chamado “repertório de bolso”, tentando encaixar conceitos onde eles não cabem ou não fazem sentido;
Abandonar a ideia de que todas as partes do texto são interconectadas, deixando de usar as conjunções de forma adequada para dar progressão ao raciocínio;
Se desesperar.
📝 Critérios de avaliação da redação do Enem e da Unesp
Folha de redação do Enem
Reprodução
No Enem, a prova de redação será aplicada no primeiro dia do exame, em 8 de novembro. O texto produzido será avaliado por, no mínimo, duas pessoas graduadas em Letras ou Linguística, de forma independente, ou seja, sem que uma conheça a nota atribuída pela outra.
Os critérios considerados, de acordo com a Cartilha do Participante são:
Competência I — Domínio da língua portuguesa
Avalia o domínio da escrita formal da língua portuguesa, considerando aspectos como gramática, ortografia, concordância, regência, pontuação e escolha vocabular.
Competência II — Compreensão do tema e do tipo textual
Avalia a capacidade de compreender a proposta de redação, desenvolver o tema dentro dos limites do texto dissertativo-argumentativo e mobilizar conhecimentos de diferentes áreas para construir a argumentação.
Competência III — Seleção e organização dos argumentos
Avalia a capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos para defender um ponto de vista de maneira consistente.
Competência IV — Coesão
Avalia o domínio dos mecanismos linguísticos responsáveis pela construção da argumentação, verificando se as ideias estão adequadamente conectadas e se há progressão lógica entre frases, períodos e parágrafos.
Competência V — Proposta de intervenção
Avalia a capacidade de elaborar uma proposta de intervenção para o problema discutido, relacionada à argumentação desenvolvida no texto e que respeite os direitos humanos.
A prova de redação da Unesp será no segundo dia da segunda fase do exame, em 14 de dezembro. De acordo com o Manual do Candidato, o texto produzido será avaliado conforme os critérios abaixo:
Critério A — Tema
Avalia se o candidato compreendeu a proposta e desenvolveu efetivamente o tema apresentado. A fuga completa ao tema resulta em nota zero.
Critério B — Estrutura e coerência
Avalia a construção do texto dissertativo-argumentativo, considerando a presença de tese, argumentação, desenvolvimento e conclusão, além da organização e da coerência das ideias. Também são considerados a compreensão da coletânea, o repertório utilizado e a relação dos argumentos com o ponto de vista defendido. O texto deve apresentar autonomia e objetividade, sem depender da proposta para ser compreendido.
Critério C — Língua e registro
Avalia o domínio da escrita formal da língua portuguesa, considerando aspectos como gramática, ortografia, acentuação, concordância, regência, pontuação, escolha vocabular e adequação ao grau de formalidade exigido.
Critério D — Coesão
Avalia o uso dos recursos linguísticos que articulam as ideias, como conjunções, pronomes e substituições. Também são observadas a organização dos parágrafos, a relação entre frases e períodos e a variedade dos mecanismos de coesão.
Folha de rascunho da Redação do Enem.
Emily Santos/g1
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